sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Redenção: Celebrando Aniversário e Páscoa.

“1.O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito: 2. Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês. 8. Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, com ervas amargas e pão sem fermento. 11. Ao comerem, estejam pron­tos para sair: cinto no lugar, sandá­lias nos pés e cajado na mão. Comam apres­sa­damente. Esta é a Páscoa do Senhor.”
(Êxodo 12: 1,2,8,11)


Por 430 anos o povo que havia sido constituído e escolhido por Deus para se tornar a referência do Reino Divino aqui na terra, ficou escravizado no Egito. Através de Moisés, eles foram desafiados a deixarem sua “zona de conforto” para completar o plano que Deus havia relatado à Abrão há cerca de 400 anos atrás (Genesis 12).

Chegara a hora de dar os primeiros passos em direção ao que Deus prometera. Não era fácil. Pois, como Abrão, o povo que seguia Moisés também não tinha qualquer garantia, a não ser a promessa de Deus trazida pela boca do próprio Moisés. Era uma questão de acreditar ou não.

Decidiram acreditar, e assim celebraram a Páscoa. A festa que marcaria o momento de transição de uma vida de “segurança”, para uma vida de “aventura” em busca da liberdade e da fartura que Deus havia prometido.

Essa festa deveria ser comemorada com pães ázimos, ou seja, sem fermento. É muito significativo esse elemento na festa de partida. O fermento, que normalmente usamos para a confecção dos pães e bolos, produzem três reações que não deveriam existir na vida do povo que partia para uma nova dimensão do existir. A saber: 1) O fermento mascara o volume da massa, dando-lhe um tamanho que não é o seu; 2) Queima açúcar; 3) Produz gás carbônico.

Que relação tem isso com a nova vida que os Israelitas estavam partido para ter? Acredito que muito, de modo que até o apóstolo Paulo se referiu a isso em I cor 5:7-8.

1)    A nova vida deveria ser vivida na verdade. Nada deveria ser mascarado ou teatralizado, sob o risco de construir uma falsa imagem, apresentando um modo de ser irreal;

2)    O açúcar é o alimento do cérebro, o fermento queima, aniquila essa fonte de energia. Nada deveria consumir a energia mental do povo desviando assim sua atenção da vontade de Deus. Um cérebro sem energia, produz um corpo inerte.

3)    O gás carbônico é o produto da queima de oxigênio, e ele não tem cheiro, nem sabor; o fermento transforma o açúcar em gás carbônico. Era necessário que as atitudes do povo de Deus fossem vistas e sentidas para se transformarem em testemunho do poder e da grandiosidade de Javé. O fermento age como um neutralizador, de modo que as ações, o oxigênio, passem desapercebidas.

Redenção completa 44 anos de existência nesse bairro. Agora ela se prepara para um grande desafio. Estaremos mudando nossa sede em breve, e ainda há muitas incertezas no horizonte. Porém, uma coisa deve marcar e alimentar o nosso coração: Deus continua no controle. Somos a sua Igreja, sua propriedade. Não nos definimos pelas paredes que nos acolhem, mas pela missão que recebemos do nosso Senhor.

Portanto, não importa o local em que as paredes que nos acolherão no futuro estejam, se estivermos alimentados pelo maná do Senhor, pelo pão ázimo da ceia servida por Jesus; se tivermos a consciência da missão que temos que cumprir juntos, o fermento da dúvida, do desânimo, das barreiras, das dificuldades, do medo ou qualquer outro sentimento não irá mascara nossa fé, não consumirá nossa energia, nem terá o poder de neutralizar nossas atitudes.

Assim, deixo aqui meu forte abraço a cada um dos irmãos que um dia fizeram parte dessa Igreja e contribuíram para que chegássemos até aqui; meu abraço a cada irmão que hoje empenha sua vida para contribuir no bom andamento do ministério, e desde já acolho aqueles que Deus os conduzirá para juntar-se a nós para fazermos a luz de Jesus brilhar nesse bairro.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." 1 Coríntios 15:58 

Feliz aniversário, Redenção!

Pastor Paulo Carlos e Família. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DIÁLOGO


Essa palavra, que é tão usada em todos os campos do saber, sugere mais do que uma troca de ideias.

Ela é composta por uma junção de dois termos gregos: 
a) Dia: que dá a ideia de movimento, pode ser traduzida por: Através, ou mais comumente, A partir de...
b) Logos: normalmente traduzido por Palavra ou Discurso.

Logo, Diálogo é uma troca de ideias a partir de um discurso.
Ora, para que ele exista de modo civilizado é preciso de pelo menos duas coisas:
1) Compreensão clara da fala do outro.
2) Respeito ao dizer do outro.

Bem, a compreensão da fala do outro requer a abertura para se deparar com conceitos diferentes daqueles que julgamos serem os perfeitos.
Já o respeito, envolve a disposição de acreditar no que o outro fala, e desenvolver a conversa a partir do dito do outro, e não das ideias que eu formo e cristalizo do outro.
Uma das dificuldades do desenvolvimento do diálogo está no fato de que na comunicação você é responsável pelo que fala, e não pelo que o outro interpreta da sua fala.
Sendo assim, se não há respeito, nem uma disposição do outro, para discutir um tema a partir da fala alheia, e se essa fala não recebe a credibilidade do outro, não há diálogo e sim uma troca de conceitos pré-formados.
Paulo Carlos

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O seu lugar na casa.

O seu lugar na casa.
Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. 1 Pedro 4:10

É comum usarmos o termo Casa de Deus ao nos referirmos à Igreja. 

Normalmente a palavra Casa nos remete ao conceito de moradia, mas há outras conceitos ligados a isso como, por exemplo, segurança; a casa é o lugar onde nos sentimentos seguros. 

Há outras questões relacionadas a esse termo como a manutenção da casa; esse lugar precisa ser cuidado; o lixo precisa ser colocado para fora. Sim! uma casa ocupada produz lixo e é preciso diariamente proceder uma faxina para que haja um ambiente saudável.

Só essas duas questões já nos concede um bom material de reflexão sobre o ser Igreja, mas quero apontar uma outra questão. 

Quero destacar que uma casa tem vários cômodos e cada um deles se destina a um tipo de atividade nas quais os habitantes de uma casa se envolvem. Por exemplo: Toda casa tem uma sala. Esse ambiente, via de regra, é partilhado com os visitantes. É o lugar das festas. É o primeiro passo que se dá dentro de uma casa, mas a sala não representa intimidade. 
Toda casa tem uma cozinha. Lugar preferido da maioria, principalmente dos mais gulosos. Lá se prepara as refeições que produzirá a energia necessária para a sobrevivência dos habitantes da casa. Há quem não goste do tempero ou do cardápio ou mesmo tendo atividades que o distancie da casa, prefere comer fora não partilhando dos mesmos nutrientes das refeições servidas na sua casa, com sua família. Participar desse lugar, assim como do quarto, simboliza mais intimidade. 
Ainda temos o banheiro onde realizamos as atividades de asseio ou higiene pessoal, tão necessário para uma vida comunitária.   

O que tudo isso tem a ver com Igreja?

Há pessoas que são eternas visitantes. Nessa categoria encontramos até quem já tomou uma decisão ao lado de Jesus, até se batizou, mas não passa da sala. Não se envolve, não busca intimidade. Não se torna participante efetiva da casa, não se compromete com sua manutenção e pouco se alimenta com o que é servido na casa. Apenas frequentam a "festa dominical" (culto noturno ou em datas especiais).  

Há pessoas que até desenvolveram uma intimidade maior. Essas circulam por todos os cômodos, mas vivem fazendo "lanche" fora e trazendo "quentinhas" para dentro da casa, desprezado as refeições (ensinos e doutrina) preparadas e oferecidas pela cozinha da casa.

Por fim, há aquelas que se recusam a fazer o asseio pessoal (oração de confissão e arrependimento), e marcadas pelo rancor, falta de perdão, quebrantamento na presença de Deus, vai tornando as relações empoeiradas e manchadas.

Essa metáfora da Igreja como "casa de Deus" inspira outras comparações, mas paro por aqui convidando-o a refletir sobre o seu lugar e sua atitude dentro dessa casa. 

Quem tem sido você dentro da "casa de Deus"? Um eterno visitante, o qual nenhum outro morador possa contar com sua presença e comprometimento a não ser nos momentos da festa, ou um morador comprometido para manter a casa sempre em ordem a fim de receber outros moradores?

Que o próprio Deus nos torne mordomos fiéis e comprometidos com o seu Reino.
Pr Paulo Carlos

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

GRATIDÃO POR 47 ANOS

Quero expressar minha gratidão pelas palavras de ânimo, mensagens, ligações e gestos de carinho expressados, de modo público ou privado, por todos vocês durante o dia de hoje.

É gratificante saber que de algum modo nossa existência marca a vida de alguém. Sei que isso não é mérito meu, mas de Deus que insiste em usar vasos rachados para irrigar o caminho e assim fazer germinar as sementes que Ele mesmo plantou. 

Mais um ano passou e ao olhar para trás parece que muita coisa ficou por fazer. Quero crer que o mais importante não é lamentar o que não foi feito, mas vibrar e comemorar com o que pode ser feito dentro dos limites impostos.

O britânico C.S. Lewis que foi escritor, professor e teólogo afirmou: "Você nunca é velho demais para estabelecer um novo alvo ou sonhar um sonho novo."  É esse o sentimento que tenho nesse dia que completo mais um ano de vida. 

Começo uma nova etapa desafiado por outra afirmação do Lewis: "Eu descobri em mim... Quer você tenha 20, 40, 50, 60 anos de idade, nunca é tarde demais para mudar de atitude."

Ser um pouco melhor a cada dia é a meta que pretendo perseguir nos anos que ainda me restam para viver. Afinal, nada mais deixamos ou levamos dessa vida a não ser o ser que somos, com o qual nos relacionamos com os outros seres, inclusive o Ser Supremo.

Agradeço a Deus pela existência que Ele tem permitido a mim e com ela a possibilidade de relacionamentos saudáveis e relevantes com a família, com a sua Igreja e com os amigos verdadeiros.

Uma excelente semana para todos meus leitores.
Paulo Carlos.